Eu sabia que uma gravidez transformava a vida de uma família, mas o que eu imaginava não chegava nem aos pés do que eu estou vivendo. Como mãe de primeira viagem, tudo é muito novo. É muito louco viver tudo isso, e é mais louco ainda viver tudo isso no momento que estamos vivendo (se você está vindo do futuro e não sabe do que estou falando, estamos passando por uma pandemia de COVID-19).

Resolvi fazer um diário da gravidez por aqui para registrar e poder compartilhar um pouquinho desse momento com vocês. Entre tantas mudanças, dúvidas, medos, preocupações e sintomas tem também muito amor e muuita alegria.

O Positivo

Todo final de ano a minha vida é uma loucura de trabalho, por conta da criação e do lançamento do planner aqui do blog. E, em 2020, foi ainda mais intenso com essa questão da pandemia e tudo mais.

Assim que finalizei o lançamento do planner um cansaço sem tamanho bateu na minha pessoa. Minha energia foi no chão. Eu estava achando super normal, afinal vinha de alguns meses muito intensos.

Tirei alguns dias de “férias” para descansar, mas o cansaço continuava enorme. Comecei a maneirar na academia para ver se minha energia voltava ao normal, mas lá no fundo do meu coração eu já sentia que algo estava acontecendo.

Até que, no começo de novembro, comecei a desconfiar fortemente de uma possível gravidez quando a menstruação atrasou. Mas, até então estava com um atraso super possível. Depois que fiz a bariátrica já tinha tido alguns atrasos que chegaram a durar até 7 dias. Afinal, meu corpo estava passando por uma mudança muito grande de peso, absorção de nutrientes, hormônios e tudo mais que a bariátrica trouxe.

Mas, uma coisa estava me intrigando. Uma cólica bem fraquinha que não passava! Eu nunca fui uma pessoa que tinha cólicas antes de menstruar, minhas cólicas sempre apareciam depois. E, dessa vez, estava diferente.

Dentro do meu coração eu tinha certeza que estava grávida, mas minha cabeça dizia que não estava o tempo inteiro.

Quando estava com cerca de 1 semana de atraso eu resolvi fazer o teste de farmácia. Acordei em uma segunda, não falei nada pro Herick e nem para ninguém, e fui lá fazer o xixi no palitinho. Herick estava dormindo no quarto.

O único teste que tinha aqui em casa era aquele digital que estima até quantas semanas você está, sabe?

Fiz o teste e fiquei esperando…

Quando apareceu escrito “grávida“, e o teste ainda estava piscando, eu pensei na hora: “ah, vai aparecer o ‘NÃO’ na frente ainda!” O coração começou a bater disparado, mas a minha cabeça ainda não acreditava no que eu estava lendo.

Quando o teste parou de piscar e não apareceu o ‘NÃO’ na frente do ‘grávida’ e ainda apareceu o +3 (de mais de 3 semanas) eu fiquei estatelada olhando pro teste e falando, em pensamento, para mim mesma: “eu não acredito que o meu maior sonho esta se tornando realidade!


Eu queria ter feito uma surpresa pro Herick? Preparar algo especial para contar pra ele? Queria! Consegui? Claro que não! kkkk

Na hora eu acordei ele e mostrei o teste! Ficamos, os dois, em choque, sem acreditar e ao mesmo tempo os dois bobos. O Herick olhou pra mim e me disse: “Eu sabia que você estava grávida! Eu ouvi um barulho no banheiro e pensei, a Bruna tá grávida!

Realização de um Sonho

Há anos que eu sonho com esse positivo. São incontáveis as vezes que fui dormir chorando por saber da gravidez de alguma amiga ou de alguém próximo. Ficava super feliz pelas amigas, é obvio, mas lá no fundo o meu coração sangrava por eu não ter o meu positivo.

Essa espera durou tantos anos que, quando ela finalmente acabou, meu racional não acreditava. Ainda mais nesse momento de pandemia, muitas incertezas e eu ainda estar passando por todas as mudanças da bariátrica.

Eu não me sentia preparada (ainda não me sinto) e acho que nunca me sentiria, não é mesmo?

A busca pela Obstetra

No mesmo dia que fizemos o teste, o Herick conseguiu marcar uma consulta com uma obstetra. No dia seguinte, eu tinha alguns exames de rotina da bariátrica para fazer e aproveitei para fazer o exame de sangue para confirmar.

Resolvemos não contar nada para ninguém, nem para a família, até saber se estava tudo bem. Fui na primeira consulta com a médica (não gostamos dela!) e na semana seguinte já conseguimos fazer a primeira ultra.

Nosso pacotinho estava lá, com o coração super forte, um grãozinho de 7 semanas que já estava transformando nossa vida de uma forma incrível.

Depois da primeira ultra não aguentei mais esperar e contei para alguns amigos próximos e para a família. Eu não aguentava mais não falar para minha mãe e eu sabia que assim que falasse para ela, ela iria contar pra família toda. Por isso resolvemos contar para os mais próximos logo.

Começamos uma busca por uma obstetra, que foi bem louco. Em meio a uma pandemia, todas as restrições, cuidados redobrados, máscara, banho de álcool em gel. Depois de ir em 5 consultas finalmente consegui encontrar uma obstetra que me trouxe segurança.

Os Sintomas

Desde o momento que descobri a gravidez mudei várias coisas na minha rotina. A médica mandou eu parar com a musculação que eu estava fazendo, minha alimentação passou a ter ainda mais cuidados e meu controle com minhas vitaminas (que eu já tomava antes) também passaram a ser mais rigorosos ainda.

De sintomas, no primeiro trimestre, a minha maior dificuldade foi ter muita tontura. Tinha dias que eu não conseguia ficar nem 5 minutos de pé que minha pressão baixava na hora. Se eu não deitasse eu desmaiaria. E tinha que deitar mesmo, só sentar não adiantava.

Aquele cansaço enorme, lembra? Era mais um dos sintomas da gravidez. Eu dormia onde quer que eu parasse. Era um sono tão grande e tão forte que eu não conseguia controlar.

Também tive enjoo e dificuldade de comer, mas tentava comer mesmo assim. Como eu sou bariátrica, a quantidade de comida que eu como já é muito pequena e ficar sem comer não era uma opção. Emagreci cerca de 8kgs só no primeiro trimestre. Mas, nosso baby cresceu e se desenvolveu como esperado e meus exames estavam dentro do esperado também.

O primeiro trimestre foi um período bem desafiador, mas superado.


Espero que vocês curtam esse tipo de post. Ainda não sei a frequência legal de falar sobre esse assunto, talvez uma vez por mês? Me deixe a sua sugestão aqui nos comentários! Se tiver alguma dúvida que você gostaria que eu falasse pode deixar aqui também.

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